Terapia: O caminho para o auto-conhecimento

A mente humana é rica de complexidades e por isso muitas vezes fazemos do simples o complicado. Diante de um problema não conseguimos ampliar o nosso olhar e enxergar as diversas possibilidade de escolhas e possíveis soluções. Ficamos aflitos, angustiados, achamos que a dor nunca vai passar, é difícil acreditar no melhor quando não se vê chances de mudança. Nessa hora somente um ajuste criativo poderá fazer emergir idéias e um bem estar físico e mental, oriundo de bons pensamentos, onde a vida é percebida em um momento presente e contemplada como fonte eterna de aprendizados, para que possamos sentir a sensação maravilhosa proporcionada pela felicidade, sabendo reconhecê-la.

Quando pensei em fazer psicologia eu estava ciente das dificuldades de tal estudo, porém, queria explorar esses estados mentais e físicos, o saudável e o não saudável, queria aprender a ser um instrumento para auxiliar as pessoas a ter um contato mais sadio com o mundo a sua volta. Enxergando a beleza no belo, fincando relações com laços íntimos, com respeito mútuo, com amor incondicional e plantando frutos maduros em todos os campos da vida, para poder apreciar o seu próprio pomar, compartilhando e trocando com a plantação do vizinho, pois os frutos sempre se renovam e o maduro já foi verde um dia.

A terapia é um misto de todos esses fatores, é um investimento pessoal, sendo um convite a viajar pelo interior de si mesmo e podendo dividir o que de melhor tem em você com o mundo, assim como aceitar o que esse mundo tem de melhor a lhe oferecer. É saber fazer ajustes para caminhar de acordo com o seu desejo, conhecendo-se mais e melhor a cada dia, respeitando a pessoa que aparece através desse trabalho e portando-se de forma mais responsável e verdadeira com a vida, sabendo fazer escolhas sadias em prol do seu desenvolvimento pessoal. Convido-lhes a embarcar nesse processo dinâmico, que começa complexo, mas acaba evoluindo para um estágio muito rico, onde gozamos do simples e reconhecemos cada momento de felicidade, não o deixando passar em vão, mas, sim, aproveitando-o em sua plenitude .

Ana Carolina Braga
Psicóloga